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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mulheres que sofrem violência não conseguem proteção


Mulheres que sofrem violência não conseguem proteção
Justiça de Mogi das Cruzes negou 7 de 12 pedidos de medida protetiva. Lei Maria da Penha completou oito anos com o objetivo de punir agressões.

Um dos objetivos da Lei Maria da Penha é punir com maior rigor as agressões físicas e psicológicas às mulheres. No mês passado a legislação completou oito anos, mas na região, a situação se agrava ainda mais quando medidas protetivas são negadas pela justiça.
Depois de dez anos de casada, uma mulher viveu a pior fase da vida. O marido começou a usar drogas e os boletins de ocorrência viraram parte da relação. “Ele quebrou meus dentes, abriu minha cabeça, levei seis pontos e depois quebrou meu braço. Fiquei quase dois meses com o braço imobilizado”, relata a vítima das agressões.
Menos de um mês depois, o juíz Freddy Lourenço Ruiz Costa negou o pedido de medida protetiva. Disse que não havia indícios que comprovassem a violência, que o marido não teve a oportunidade de se defender e que a segurança da vítima é de responsabilidade apenas da polícia. “Foram sete boletins de ocorrência, seis de violência doméstica. Nunca consegui a medida protetiva e nenhum tipo de proteção”, continua a mulher.
Este está longe de ser um caso isolado. É o que afirma a presidente de uma ONG de Mogidas Cruzes que ajuda mulheres vítimas da violência dos maridos. De 12 pedidos de medida protetiva, sete foram negados pela justiça de Mogi. Todos estes casos apenas de mulheres que já sofreram agressões e ameaças e que, por medo de morrer, decidiram ficar num abrigo. “Teriam que deferir porque prioncipalmente os casos que vão para o serviço de abrigamento são casos que têm um laudo, um parecer técnico de psicólogos e assistentes sociais de que ela realmente corre risco de vida. É o último estágio de pedido de socorro numa situação de violência o abrigamento. Ninguém quer ficar afastado da família, dos filhos, sem ter contato com ninguém”, conta Rosana de Sant'Anna Pierucetti, advogada e presidente da ONG Recomeçar. ( Continue lendo: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2014/09/mulheres-que-sofrem-violencia-domestica-nao-conseguem-protecao.html )   .



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